terça-feira, 10 de novembro de 2009

A VERDADE É A RAIZ DO AMOR - Parte II

Abaixo segue a segunda parte daquilo que foi escrito pelo pastor John Piper no livro chamado "O que JESUS Espera de seus Seguidores - Mandamentos de Jesus ao mundo". Veja como segue o texto.

O Uso da Verdade Sem Amor
É possível usar a verdade sem amor. Por exemplo, quando um povoado samaritano não quis receber Jesus "porque se notava que ele se dirigia para Jerusalém" (Lucas 9:53), Tiago e João consideravam aquela atitude um insulto à verdade. Tratava-se de uma afronta à verdade de Jesus. Por isso, em defesa da verdade, propuseram ao Mestre: "Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?" (v.54). A reação de Jesus foi imediata: "...voltando-se os repreendeu" (v.55).

A solução para aquela atitude hostil não foi permanecer no povoado e modificar a verdade para receber um tratamento melhor. Jesus não disse aos samaritanos: "A doutrina divide, o amor une, portanto vamos deixar nossas diferenças doutrinárias de lado e viver em união". Não, a solução foi esta: "...e foram para outro povoado" (v.56). Existem ainda muitas pessoas a serem amadas com a verdade. Sempre que possível, devemos apresentar, com amor, a verdade redentora, sem ser agressivos com quem nos rejeitar. A verdade não será mudada. Ela é a raiz de uma vida de amor, o acendedor do fogo do amor e o alicerce da força do amor. Quando Jesus ordenou que amássemos os inimigos e contrastou seu mandamento com a interpretação que dizia: "Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo", ele nos estava mostrando, com amor, que corrigir uma falsa interpretação da Bíblia é forma fundamental para amar nosso inimigo.

Desafiando o Poder Absoluto de Quem é Amado
Há outra implicação óbvia das palavras de Jesus para o significado de amar: não é falta de amor considerar alguém inimigo. Vivemos em tempos de grande fragilidade emocional. As pessoas se ofendem com facilidade e, quando são criticadas, reagem, dizendo ter sido ofendidas. Na verdade, vivemos numa época em que a ofensa emocional, ou a mágoa, quase sempre se transformam em padrão de julgamento para decidir se houve amor nas palavras do ofensor. Se alguém reclamar que se sentiu ofendido por algo que você disse, muitos outros pensarão que você não agiu com amor.

O amor, portanto, não é avaliado por eles pela qualidade do ato e nem por seus motivos, mas pelas reações subjetivas. Nesse tipo de relacionamento, o ofendido tem autoridade absoluta. Se ele disser que você o ofendeu, muitos entenderão que você não agiu com amor, que você é culpado. Jesus não permitirá que esse conceito fique livre de contestação.

O amor não é definido pela reação do amado. A pessoa pode ser genuinamente amada e sentir-se ofendida, magoada ou irada, querer vingança ou demonstrar indiferença. Isso em nada diminui a beleza e o valor do ato de amor que a ofendeu. Vemos isso claramente na morte de Jesus, o maior ato de amor que já existiu, porque as reações a ela foram de um extremo ao outro: da afeição (João 19:27) à fúria (Mateus 27:41-42). A prostração, a mágoa, a ira, a fúria e o ceticismo das pessoas diante da morte de Jesus não alteraram o fato de que ele realizou um grande ato de amor.

Essa verdade é demonstrada na vida de Jesus neste mundo. Ele amou de uma forma que, muitas vezes, não se assemelhava a amor. Não conheço ninguém, nem pessoalmente nem na História, que tenha sido tão sincero quanto Jesus ao lidar com o povo.

Evidentemente, seu amor era tão autêntico, que necessitava de poucos "amortecedores". Minhas convivência de cinqüenta anos com o Jesus dos Evangelhos despertou-me a consciência de nosso grau de fragilidade e fraqueza emocionais. Se Jesus falasse conosco da maneira em que costumava falar em sua época, nós nos sentiríamos continuamente magoados e ofendidos. E era assim que ele falava com seus discípulos e seus adversários.1 O povo da época também se sentia ofendido. "Os discípulos de aproximaram dele e perguntaram: 'Sabe que os fariseus ficaram ofendidos quando ouviram isso?'" (15:12). A reação de Jesus a essa informação foi simples e direta: "Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pelas raízes.2 Deixem-nos; eles são guias cegos..." (v.13,14). Em outras palavras: "Eles são plantas que não produzem o fruto da fé porque Deus não o plantou neles. Não vêem que me comporto com amor porque são cegos, não porque sou impiedoso". As coisas que Jesus disse a amigos e a inimigos nos fariam ruir emocionalmente e nos lançariam num poço de autopiedade.

Em torno disso, há uma questão fundamental: a sinceridade de um ato de amor não é determinada pelos sentimentos subjetivos da pessoa amada. Jesus usava a palavra "inimigos". Isso devia ser ofensivo para muita gente, acima de tudo porque Jesus defendia seus argumentos com palavras como estas: "E se [vocês] saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais?" (Mateus 5:47). Ele não se importava se alguém o acusasse de não estar sendo cuidadoso o suficiente para distinguir os inimigos verdadeiros ods irmãos ofendidos. Aparentemente, Jesus espera que digamos palavras duras, como "inimigo", misturadas com palavras ternas, como "irmão".

1 Jesus foi rude com seus discípulos quando os chamou "maus" (Mateus 7:11), "homens de pequena fé" (6:30; 8:26; 14:31; 16:8; 17:20) e "geração incrédula" (17:17). Foi rude com um homem que lhe pediu permissão para sepultar o pai antes de tornar-se seu discípulo (Lucas 9:60). Foi rude com alguns que o convidaram para jantar: "Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés" (7:45,46); "Quando você der um banquete ou jantar, não convide seus amigos, irmãos ou parentes, nem seus vizinhos ricos; se o fizer, eles poderão também, por sua vez, convidá-lo, e assim você será recompensado. Mas, quando der um banquete, convide os pobres, os aleijados, os mancos, e os cegos" (14:12,13). Jesus disse estar feliz por Deus haver escondido a verdade dos "sábios e cultos": "Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estar coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos" (Mateus 11:25). Não respondeu àqueles que lhe apresentaram um jogo de palavras diante do povo (21:23-27). Disse que Herodes era uma "raposa" (Lucas 13:32). Acusou os fariseus de "hipócritas", "guias cegos", "sepulcros caiados", "insensatos" (Mateus 23:13,16,17,27,33). Com um chicote, derrubou as mesas dos cambistas no templo (Mateus 21:12). Tal comportamento situaria Jesus tão distante do grau de tolerância emocional de nossos dias que seu comportamento seria considerado desprovido de amor. Isso serve para mostrar que o padrão de julgamento do amor reside na resposta subjetiva daquele que é amado.

2 "As plantas que o Pai celestial plantou eram aqueles que receberam a revelaçào do caráter de Jesus, vindo do Pai - uma revelação que ele havia escondido dos 'sábios e cultos'" (11:25-27; 13:11-17; 16:16,17; cf. 14:33)" (Craig S. Keener, A Commentary on the Gospel of Matthew [Grand Rapids: Eerdmans, 1999], p.413). A frase assemelhava-se às palavras de Jesus em João 10:26: "Vocês não crêem, porque não são minhas ovelhas"; ou em 18:37: "Todos os que são da verdade me ouvem"; ou em 8:47: "Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz. Vocês não o ouvem porque não pertencem a Deus".

É isso aí. Fique na paz.

Publicado aqui por Éber Stevão

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

UM JESUS QUE NÃO CURA É TAMBÉM UM JESUS QUE AMA?

"Não fêz ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles". (Mateus 13:58)

"Jesus não podia fazer ali milagre nenhum; apenas curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos, admirando-se da incredulidade deles". (Marcos 6:4-5)

Poderíamos resumir o livro bíblico do Apocalipse em duas sentenças: Jesus Cristo vence. Satanás perde. É assim que tudo vai acabar. Não há poder maior do que o poder da ressurreição do Senhor Jesus Cristo, nem nos céus, nem na terra, tampouco debaixo da terra, seja para curar, transformar ou criar.

A Palavra do Senhor, em Tiago 1:17, nos afirma que em Deus não há mudança nem sombra de variação e que Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente, conforme Hebreus 13:8. Logo, partindo dessa premissa eterna, por inferência, se Deus não mudou, sua Palavra também não. Porém, a mensagem que tenho ouvido é muito diferente daquela que escutava quando menino, época em que os “homens-de-Deus” eram menos arrogantes e não tão gananciosos pelos “bens” desta terra; não se preocupavam tanto em terem “grandiosos ministérios”. Parece-me que muitos dos pregadores atuais preferiram se unir a Demas. É bem triste dizer isso, mas o Jesus que tem sido pregado é apenas um Cristo que “tem” que curar, mas não um Jesus que almeja, através das circunstâncias da nossa vida, até mesmo pela doença, nos levar a conhecer a Deus e amá-lo com espontaneidade do nosso coração.

Pelo pecado que satanás trouxe ao mundo, através da sua livre vontade de desobedecer a Deus, fruto do seu orgulho, os seres humanos vivem hoje, não somente a miséria da dor, doença, morte, pobreza, mas também da riqueza que traz inimizade entre os homens, torpe ganância que corrompe, altivez que disponta perdição, beleza que gera traição.

Da mesma forma que satanás teve o seu livre arbítrio e decidiu se afastar de Deus, mesmo tendo sido criado como um anjo de luz, os seres humanos têm a liberdade de tomar uma decisão pela verdade ou mentira. A verdade é que o ser humano ou pertence ao diabo e seus demônios ou a Deus. Há uma mentira popular que diz “todo mundo é filho de Deus”, mas essa é mais um embuste de satanás para enganar o homem. Fazendo um contra-ponto, a Bíblia diz “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome.(João 1:12 – ênfase minha)

Por que Deus não destruiu a satanás quando ele se rebelou contra Deus? Porque toda a criação o serviria por medo e não pela liberdade de expressar um amor espontâneo. Uma liberdade reprimida pelo medo gera servidão e toda servidão, infelicidade pelo falta de paz. “Deus nos chamou para vivermos em paz”, segundo o que está escrito em I Coríntios 7:15b.

Jesus Cristo, expressão do amor do Pai Celeste, veio para nos trazer a esperança da glória (Colossenses 1:27b) e felicidade eterna. Parafraseando a crítica à igreja feita por Maurício Cunha no blog do Paralelo 10 (http://ultimato.com.br/blogs/paralelo10/2009/09/igreja-relevante-parte-i/comment-page-1/#comment-33), temo que a igreja professante de Cristo esteja vivendo da fala; uma igreja que se restringe a ser “poderosa em palavras”, como ele mesmo se refere a ela, valorizando o púlpito, criando igrejas cheias de gente, contudo, uma igreja a cada dia mais irrelevante. Cada vez mais contendo pessoas de poucas atitudes que brotam de corações gratos por compreenderem que são filhas de Deus e por isso se dispõem a amar e servir ao próximo, obedecendo o mandamento de Jesus Cristo de amar o próximo como a si mesmo. Leia o texto de Mateus como segue: "Mestre qual é o maior mandamento da Lei? Jesus lhe disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo de todo o seu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos, dependem toda a Lei e os profetas." (Mateus 22:36-40)

A atual igreja professante de Cristo, prega incessantemente a importância do dízimo, porque é LEI e por isso devemos obedecer, mas não se preocupa em ensinar os mandamentos acima, claros, de Jesus Cristo, dos quais Jesus diz que toda a Lei neles se ancora. Os que assim pregam precisam aceitar, de uma vez por todas, que estamos no tempo da GRAÇA e não mais na Lei. Leiam Paulo!!! São pastores que vivem da gordura e da lã das ovelhas. Tosquiam suas ovelhas não apenas no verão, mas no inverno também; “que passem frio”, pensam eles, “estamos fazendo a obra de Deus e tudo é lícito! O povo tem mais é que contribuir”, como já ouvi falarem. Esses que assim o fazem, vivem tão bitoladamente o contexto da igreja CNPJ, que se esquecem da prática daquilo que pregam. As contradições são as mais absurdas.

Ainda ontem ouvi no rádio: “Campanha da prosperidade. Você tem que prosperar, mas para prosperar, é preciso entender que Deus quer que você prospere”. Que coisa inventiva! Tudo isso para ter o fim de pedir que a pessoa seja “parceira de Deus” no ministério deles.

Mais uma vez vou repetir o que acima citei, Deus está interessado em fazer com que os seres humanos o conheçam pessoalmente, como um Deus que apenas quer um coração livre para amá-lo, não para seguir esquemas humanos. Deus não quer sacrifícios (“Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” Salmo 51:17), mas um coração humilde e sincero diante dEle, reconhecendo-o como Senhor de tudo. Não é o que revela toda a Palavra de Deus, desde o Gênesis até o Apocalipse? Basta ler a Bíblia para compreender isso. Ou Deus quer que você contribua com dinheiro para a obra dEle, daí Ele lhe cura, lhe abençoa, lhe prospera? A Igreja de Cristo é invisível, Ele continua Senhor dela e as portas do inferno não prevalecerão contra ela, como afirmado em Mateus 16:18b.

O problema é que a Verdade Bíblica é distorcida por homens que ficam escarafunchando pequenos versículos e os distorcendo ao seu bel prazer para justificar seus espúrios desejos carnais; igreja abarrotada de gente, ministério poderoso, igrejas espalhadas por todo canto do Brasil e do mundo, se possível, só para mostrar que Deus está abençoando. Esses parâmetros são humanos e não divinos. Sem dúvida, esse rumo é o princípio da queda. Já vi tanto disso, vêm e vão como o vento. Começam bem e acabam em um calabouço real (a maioria) ou espiritual.

Esses interesseiros da religião, são os mesmos que o profeta Ezequiel enxergou em uma visão. Leia como ele relata: “Entrei, pois, e olhei: E eis que toda a forma de répteis, e de animais abomináveis, e todos os ídolos da casa de Israel, estavam pintados na parede em todo o redor. E setenta homens dos anciãos da casa de Israel, com Jaazanias, filho de Safã, no meio deles, estavam em pé diante das pinturas, e cada um tinha na mão o seu incensário; e subia o odor de uma nuvem de incenso. E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor; e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente; e assim, virados para o oriente, adoravam o sol.” (Ezequiel 8:10-11, 16) Para quem não sabe, Jaazanias não era filho de “satã” (fazendo um trocadilho), mas sim o sumo sacerdote, o principal líder religioso daquela época.

Massivamente se tem pregado sobre cura, que Jesus cura a todos, colocando uma ênfase sem par nessa decisão que reside totalmente na disposição divina de conduzir a vida de cada um de nós. É uma questão de fé, um valor divino e não é uma determinação humana, como querem impor alguns bispos/pastores/apóstolos aos seus liderados para impressioná-los com o intuito de dominação (controle da massa); pérfido maquinação e desejo humanos.

Quando Jesus se ofereceu ali na cruz pelos pecados dos homens, ele estava abrindo um caminho até o Pai Celeste. E dali, daquela cruz, ele dizia a uma mulher hoje, amargurada pelo abandono do marido que a trocara por outra: “Eu sei o quanto é difícil para você ser traída pelo seu esposo, pois eu também fui traído por alguém que comia junto comigo no meu prato.” Ele não prometeu trazer o marido de volta! Daquela cruz ele dizia a um sofredor pelo câncer: “Eu sei o quanto dói o seu corpo, pois as chicotadas, a coroa de espinho, os pregos nas minhas mãos e nos meus pés, me trazem dor lancinante.” Ele não garantiu cura ao moribundo! Quando esticado e dependurado naquela cruz ele olhava para um pobre jovem: “Eu sei o quanto é difícil ser desprezado e desamparado por outro ser humano (que é tão igual a você) e ser considerado um indigente, porque fui cuspido, rejeitado, escarnecido e humilhado como poucos sobre a face da terra.” Ele não afirmou que iria colocá-lo ao lado da maior autoridade humana para engrandecê-lo, dizendo: “será um homem de negócio e próspero!” Enquanto vivia seus últimos episódios de busca por ar, Jesus dizia ao abandonado: “Eu sei o quanto é doloroso ser deixado só, pois todos os meus amigos me deixaram e foram embora, quando eu mais precisava deles!” Ele não assegurou que daria outro pai, outra mãe, uma nova família ou muitos amigos!”

Que mensagem do Evangelho é essa que tem sido pregada, principalmente na televisão e no rádio, que Jesus Cristo resolve tudo, cura a todos e nos tira, como que por um passo de milagre (para não dizer mágica) desse mundo decaído, para viver uma vida vitoriosa, sem choro, sem tristeza, sem angústias, sem morte ou doenças? Jesus Cristo não promete que nesta terra, enquanto aqui vivermos, toda dor deixará de existir, toda a angústia desaparecerá, toda moléstia não nos tocará, pois até mesmo toda a criação geme pelo pecado.

Não é porque um pastor “cheio da unção” vai orar pelo doente que ele será curado, mas sim, porque naquele momento, a vontade de Deus se fez presente, onde a fé do oprimido, o curou! É a fé em Cristo Jesus que nos cura e nos salva. Nos dois versículos citados na abertura desta postagem, a ênfase de Jesus está na fé e incredulidade e não na cura. A fé é um dom divino, portanto, tudo se resume nEle, por Ele e para Ele.

Jesus Cristo pode qualquer coisa? Claro que sim, pois ele é Deus, quanto a isso não tenho dúvida alguma; Ele tudo pode! Ele pode remover a montanha e quer, mas será que é o momento da cura que nos faz conhecer mais quem Ele é? É a cura que faz das pessoas seguidoras do Mestre da Galiléia? Dos curados por Jesus, não há nenhum relato de que eles se posicionaram ao lado dele para protegê-lo da crucificação, seguindo-o até a morte. E se Jesus não retirar a montanha no hoje ou até nunca removê-la é porque Ele não nos ama? Será que Ele tem prazer em nos ver sofrer? Não, nunca. Ele sempre tem um propósito maior, um objetivo, um algo para ser gerado em nós, pois “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28). E como eu sei bem disso!

Amo a Jesus por quem Ele é, o Salvador amado. Amo um Jesus Cristo que está interessado em curar minha visão distorcida da vida, corrigindo minha miopia, hipermetropia, cegueira espirituais; que me salva de mim mesmos, da servidão eterna do pecado que tudo destrói. Não amo a Jesus porque Ele cura o soma! Isso é um plus apenas. Se por um descuido meu um dia adoecer no corpo e Ele decidir não me curar, vou amá-lo tão intesamente como sempre o amei. A decisão dEle não mudará a disposição do meu coração, da minha alma de um dia conhecê-lo na sua plenitude para tudo compreender e não na minha pequenez infame, na minha natureza depravada, egoísta que sempre "exige", "demanda" uma explicação. Estou mais interessado que Ele use a trajetória da minha vida para trazer honra a quem Ele é do que a minha honra o coloque aonde eu penso que Ele deve estar.

Sendo bem franco, e creio que por Ele nos amar, Jesus Cristo nos diz hoje: “Se quiseres, Eu te ajudarei nos momentos de revolta pela traição que sofreu”; “Se me buscares, Eu amenizarei a agonia da tua dor”; “Se desejares, Eu andarei ao teu lado quando todos te desprezarem, pois amo profundamente os rejeitados”; “Eu vou ser o teu pastor, o teu irmão mais velho, e o meu Pai será teu Pai Celeste para todo sempre.” Não vai tardar, um pouquinho mais e Ele há de voltar!

Jesus Cristo nos promete claramente, em dois textos, uma vida eterna ao seu lado, em um lar celestial onde não haverá mais choro, morte e dor. Veja: "Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima." (Apocalipse 7:17); "E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas." (Apocalipse 21:4)

E se tivermos que passar por angústias, dores, choros e tristeza? Está tudo certo, é assim mesmo. Cabe a nós lançar sobre Deus todas as nossas ansiedades, conforme nos instrui o amado Pedro na sua carta em 1 Pedro 5:7. Que época gostosa aquela do tempo dos Vencedores por Cristo, que tinha a música que dizia assim:

Ah
Como é bom poder
Aos pés da cruz
Depositar

Este meu fardo
Pesado e árduo
De carregar

E não ter que andar
Ansioso de nada senão
A Deus tudo levar
grata e súplice oração

E a paz de Deus então
Mente e coração guardará
Cristo Jesus

Ah
Como é bom poder
Aos pés da cruz
Depositar

Este meu fardo
Pesado e árduo
De carregar

E não ter que andar
Ansioso de nada senão
Sobre Ele lançar
Cada problema, cada aflição

E a paz de Deus então
Mente e coração guardará
Cristo Jesus

Ah
Como é bom poder
Como é bom saber



Muito difícil viver dessa forma e com essa esperança? Só pela Graça Divina? Bem-vindo a vida do discípulo de Cristo.

É isso aí, fique na paz.

Escrito e publicado aqui por Éber Stevão


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

ESTÁ AÍ SR. PRESIDENTE Lula, ENGULA COM OU SEM FARINHA!!!

Apesar de não ser o foco deste blog, não posso deixar de olvidar da minha responsabilidade como cidadão e aqui inserir o assunto. Diriam alguns que ter um Presidente da nação completamente leigo (em ambos sentidos, falta de estudo formal e de conhecimento jurídico) é pior do que não ter Presidente algum. Creio que estamos quase lá, pois atitudes como a que o Presidente Brasileiro teve, geram desordem e tumulto tanto quanto. Leia abaixo e veja se não é um ato de arrenego e para sedição!!! (Sr. Presidente, caso não saiba, essa palavra não quer dizer sedução e sim revolta, motim)

Resposta do Juiz ao Lula!

Que este texto circule pelo Brasil inteiro.

CARTA PUBLICADA NO ESTADÃO
Carta-resposta de um Juiz ao Presidente Lula publicada no Estadão.
Veja a carta que um juiz colocou no jornal de hoje:
Carta do Juiz Ruy Coppola (2º TAC) .

Mensagem ao presidente!

Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Márcio, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para 'meter a mão na decisão do juiz', mas para abrir a 'caixa-preta' do Poder. Vi também V. Exa. falar sobre 'duas Justiças' e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.

Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V. Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.

Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.

Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.

Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só. Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela. Basta ao presidente mandar seu amigo Márcio tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado. Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados. Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade. Afinal, V. Exa. foi eleito para isso.

Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que, em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola , tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola.

E a Benedita, sr. presidente? Disse ela que ficou sabendo dos fatos apenas no dia da reportagem. Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas
coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Márcio sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco). Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé. Temos os precatórios que não são pagos. Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente).

Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente. Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Márcio, ele explica o que é).

De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado. Evidente que V. Exa. usou da expressão 'caixa-preta' não no sentido pejorativo do termo. Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa. Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes. Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado. Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma 'escova'. Cachorros de juízes não andam de carro oficial. Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr.
presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.

P.S.: Dê lembranças a 'Michelle'. (Michelle é cachorrinha do presidente que passeia em carro oficial)
Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São
Paulo, São Paulo

É isso aí. Publicado aqui por Éber Stevao

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