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domingo, 11 de abril de 2021

"O INFINITO NO COMEÇO" - UM ENSAIO A DAVID DEUTSCH NO SEU "O COMEÇO DO INFINITO" - ÉBER STEVÃO

*Nota: De um ensaísta para um teólogo, filósofo, educador, meu pai Gilberto Stevão, e uma linguista, professora, educadora, minha mãe, Maria José de Lima Stevão.

          

          David Deutsch escreveu o seu livro intitulado "O Começo do Infinito - The Beginning of Infinity)" e eu gostaria de, na forma de um pequeno ensaio filosófico, trazer à luz "O Infinito no Começo".


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          Na maioria dos capítulos do seu livro são encontrados vários significados sobre sua ideia do início do infinito, tais como, mas não se limitando aos tópicos: a) Criação do conhecimento, b) A misteriosa universalidade para a qual o código genético saltou, c) Uma janela no infinito, d) O fim da antiga aversão ao infinito (e o universal), e) Mini-iluminismos como os de Atenas e Florença foram começos potenciais do infinito, f) A rejeição da má filosofia, g) A evolução biológica foi meramente um prefácio finito para a história principal da evolução; h) O progresso ilimitado dos memes.


          Ele inequivocamente discute teorias, filósofos, Karl Popper entre vários outros. Discute filosoficamente as estações do tempo, perigosamente se aventura na discussão da criação, do criacionismo e da teoria neo-Darwiniana, a física quântica aplicada à interferência e multiverso, evolução da criatividade que representam um aspecto cativante de uma mente inquieta.


          Deus é infinito e eterno, características que só podemos imaginar, mas nunca verdadeiramente medi-las cientificamente, porque residimos em um recipiente finito, contendo alma e espírito, eternos e infinitos que foram caracterizados desta forma: "então o pó retornará à terra como ele era, e o espírito voltará para Deus que o deu." Eclesiastes 12: 7.


          Porque Ele criou tudo centrado em Si mesmo a partir da seu conhecimento infinito, proponho a compreensão de que tudo o que é infinito em si mesmo tem a característica dEle de extensão eterna.


          Nem tudo foi criado com o princípio do infinito, mas o que foi criado para a eternidade tem o princípio do infinitude em si. O que é finito que Ele criou serve para trazer a contranoção de uma realidade infinita. Com esta ideia quero dizer exatamente o que está escrito em Isaías 40:14: "A quem o Senhor consultou para o iluminar, e quem o ensinou o caminho certo? Quem foi que lhe ensinou o conhecimento, ou mostrou-lhe o caminho do entendimento?"


          Quem é capaz de criar os infinitos aspectos matemáticos e físicos que Deutsch transmite como razão de ser? Só quem é infinito em si mesmo é capaz de usar os mesmos princípios de infinitude encontrados em si mesmo reiterados em "...e os teus dias jamais terão fim." Salmo 102:27.


          Portanto, o início do infinito só é encontrado em Deus (Elohiym - Deus Pai, Filho e Espírito Santo) que juntos criaram o finito e o infinito, a partir de uma perspectiva eterna do infinito.


          Deus criou os seres humanos à Sua imagem e semelhança. Nossa capacidade infinita de abstração sobre o infinito e a aptidão para discutir sobre a coisa em si, talvez seja uma pequena representação infinita do Criador.


          ‘Esta é a Terra. Não o eterno e único lar da humanidade, mas apenas o ponto de partida de uma aventura infinita. Tudo o que você precisa fazer é tomar a decisão [de acabar com sua sociedade estática]. É sua para tomar. '[Com essa decisão] veio o fim, o fim final da Eternidade. - E o início do Infinito escreveu Isaac Asimov em 1955 em seu romance O Fim da Eternidade. David Deutsch e Isaac Asimov ficam restritos em seu raciocínio ou mente lógica de que o homem foi criado para a finitude, e que apenas consegue quebrar a barreira da eternidade quando se aventura para fora de sua condição estática.     


          Ambos insistindo na possibilidade de crescimento ilimitado do conhecimento no futuro, parecem retirar da existência o conceito de eternidade inserindo a percepção do infinito, porém esta só pode existir no âmbito da eternidade. Um modificador sólido, um meme, usando as próprias palavras de Deutsche, sem o infinito em si mesmo.


          Agora, a única maneira de acabar com a noção de eternidade é livrar-se de Deus na mente humana, porque um vaso finito com seu poder predeterminado nunca poderia acabar com o que é eterno, muito menos destruir a existência verdadeira de Deus. A menos que essa mente use o anseio infinito do conhecimento para tirar da equação a única autoridade sobre eternidade que é representada pelo próprio Deus.


          David Deutsch termina seu livro denso exatamente com este parágrafo: "Muitas pessoas têm aversão ao infinito de vários tipos. Mas há algumas coisas sobre as quais não temos escolha. Só existe uma maneira de pensar que é capaz de fazer progresso, ou de sobreviver no longo prazo, e essa é a maneira de buscar boas explicações por meio da criatividade e da crítica. O que está à nossa frente é, em todo caso, o infinito. Tudo o que podemos escolher é se é uma infinidade de ignorância ou de conhecimento, certo ou errado, morte ou vida."


          Com certeza o que está diante de nós é a eternidade que será infinita. O infinito sem eternidade e seu Criador não podem existir ou coexistir porque são mutuamente inclusivos. Diante de nós é apresentada a vida e a morte; vida eterna ou morte eterna, deixando-nos a opção de ignorar o conhecimento acerca de Jesus Cristo e do Seu poder redentor que oferece uma salvação eternal, uma infinidade real de dias criados por Deus.


          Escolha a vida eterna desde o infinito no começo de tudo que está centrada em Jesus Cristo porque "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Por meio dele todas as coisas eram feito; sem ele nada do que foi feito se fez. O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Vimos a sua glória, a glória do único Filho, que veio do Pai, cheio de graça e de verdade." João 1: 1-3, 14


P.S.: Para aqueles que querem ler o livro de David Deutsch, pode acessá-lo através do site https://docs.google.com/gview?url=https%3A%2F%2Fwww.pdf-archive.com%2F2014%2F06%2F18%2Fthe-beginning-of-infinity%2Fthe-beginning-of-infinity.pdf&embedded=true

domingo, 14 de fevereiro de 2021

ZEITGEIST E O ESPÍRITO SANTO EM NÓS

             Ao que é possível sentir no espírito é como se Jesus Cristo estivesse colocando sobre si a sua vestimenta, não aquela que é a melhor, mas a única, aquela tingida de sangue (Apocalipse 19:13) e que a recebeu de seu Pai Eterno após ressurgir da morte, para em breve se dirigir até o seu cavalo branco, como diz a Palavra de Deus em Apocalipse 19:11 "Então, olhei e eis que vi os céus abertos, e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele é responsável por julgar e guerrear com justiça." A vestimenta em alusão à capa de José, o décimo primeiro filho de Jacó.

            Quando Jesus Cristo morre no seu corpo carnal, a Bíblia diz que ele desceu até o Hades para lá pregar aos espíritos em prisão, conforme 1 Pedro 3:19. Não creio que Jesus Cristo tenha ido para tão somente pregar ali o evangelho eterno, porque no texto grego original a palavra pregar é ἐκήρυξεν (ekēryxen) que significa proclamar, mas quem sabe também deve ter anunciado: "Estou vindo aqui para tomar por direito as chaves da morte e do inferno, sou o Senhor da vida e da morte, fui morto e estou vivo, não há ninguém na minha posição e quero proclamar a todos que um dia vocês dobrarão os seus joelhos aos meus pés, portanto estou aqui para me apresentar a vocês". Que poder e que glória de Deus Pai refletida em Deus Filho! Ver Apocalipse 1:18.

            Quando Jesus Cristo disse aos seus discípulos: "Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim." João 14:1, talvez ele estava querendo dizer "se vocês já creem em Deus, que há um Deus, creiam em mim porque eu também sou Deus, eu e o Pai somos um" assim como  ele anteriormente já havia frisado em João 10:30.  Quem sabe queremos descrever "não vos custa nada estender essa crença até a mim e crer por fé". Que exercício no espírito Jesus Cristo nos chama a fazer.

            Jó assim escreveu: "Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu." Jó 3:25 O que tememos, a morte, pobreza, Covid 19? Certamente Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, como está escrito em 2 Timóteo 1:7.

            No campo do inimigo há medo, temor, terror, mentira, confusão, manipulações de homens maus usados por satanás para amedrontar acusando diuturnamente " - vai morrer, vai pegar, vai morrer..." Jó começou a crer nas mentiras sopradas no seu ouvido pelo diabo e o curioso é que as coisas que ele temia (tinha medo), aconteceram. Fato a ser pensado.

            Por que temos medo de morrer? Por que amamos tanto esta vida, mas não o estarmos com Jesus Cristo na glória eterna? Certamente somos seres espirituais porque viemos de Deus o Criador, tendo uma experiência de vida humana e não humanos que, se despertados (Woke - moviemnto), esperamos por uma fútil e fugaz experiência espiritual, etérea. 

    O apóstolo Pedro afirmou "SOMOS ESTRANGEIROS E FORASTEIROS" (1 Pedro 2:11). Estamos aqui de passagem ou não? Ou amamos tanto tudo aqui que queremos ter três casas para morar, receber dois milhões de dólares anuais para ser pastor, ter um jato particular para pregar o Evangelho (????). Tão diferente da forma que Sadhu Sundar Singh (O Apóstolo dos Pés Sangrentos - https://pt.wikipedia.org/wiki/Sadhu_Sundar_Singh) usava para pregar a Cristo; tão diferente dos primeiros apóstolos, tão diferente do próprio Jesus o Mestre da Galileia!

            Há algo muito errado! O  meu Jesus Cristo está deturpado pelos olhos das crendices e de um cristianismo morno, morto. Sim, essas perguntas são chocantes e é embaraçoso, confuso porque nos dicotomiza. Faz com que nossos valores reais sejam expostos e julgados. Nos foge a compreensão quem é Jesus, o Cristo!

            O Zeitgeist (do alemão, espírito da era), dessa nossa turbulenta era, cheia de medo, mentiras e manipulações pelos governantes do mundo afora, não é o mesmo Espírito Santo que vive em nós, que trabalha através de nós para nos manter firmes até aquele maravilhoso dia, quando veremos a Jesus Cristo face a face. Que dia glorioso! Portanto, não precisamos ter ansiedade pelo futuro e das coisas que hão de vir. É esse Cristo, mesmo que mortos, nos trará à vida eterna com Ele e, enquanto aqui, o Seu Espírito Santo nos guiará a toda verdade. Como está escrito: "No entanto, quando o Espírito da verdade vier, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos revelará tudo o que está por vir." (João 16:13)

            Quando Dietrich Bonhoeffer foi se despedir de seus queridos antes de ser enforcado, ainda em Berlim, a decreto do próprio Hitler, ao ser perguntado por Sigismund Payne Best, um oficial da Inteligência Britânica capturado pelos Alemães e que se encontrava preso com Bonhoeffer no mesmo campo de concentração de Buchenwald, tornando-se grandes amigos: "- esse é o fim?" ao que Dietrich respondeu "- para mim esse é apenas o começo da vida".


P.S. Caso você ainda nunca tenha lido o livro O apóstolo dos pés sangrentos deixe seu email no comentário e lhe enviarei uma e-cópia desse livro para que possa ter também marcado.

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