domingo, 11 de abril de 2010

PREGANDO A CRISTO, ENTREGANDO ALIMENTOS E ORANDO PELOS POBRES NA FAVELA PAROLIN, CURITIBA-PR

Foto 1. Éber ao lado do missionário Jim Sim, Escocês, que mora hoje em Houston, Texas - EUA, ajudando a traduzir as palavras do missionário para uma das famílias pobres visitadas na favela Parolin, Curitiba - PR.

Foto 2. Porta de entrada para a casa da família moradora da favela Parolin, Curitiba - PR.

Foto 3. Quintal dessa família visitada na favela.

Foto 4. A mãe da família ouvindo sobre o amor de Jesus Cristo pelos pobres.

Foto 5. Oração pela mãe da família por ter aceito a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal e pelo seu filho ao fundo.

João Calvino, na constituição da Igreja Reformada da Genebra, em 1541, determinou que os diáconos deveriam ser os responsáveis na igreja por ajudar os pobres. Leu a Novo Testamento, mas infelizmente entendeu muito mal sobre essa responsabilidade. Vamos olhar cuidadosamente a quem verdadeiramente pertence essa incumbência.

Grande parte do ministério do Senhor Jesus foi dedicado aos pobres, oprimidos, necessitados, samaritanos, leprosos e viúvas. Incrivelmente, os religiosos judeus não mais se importavam com eles. Leia Lucas 4:18-19, Lucas 21:1-4, Lucas 17:11-19, João 4:1-42, Mateus 8:2-4, Lucas 17:11-19, Lucas 7:11-15 e Lucas 20:45-47. Jesus tinha uma maneira muito peculiar de severamente condenar aqueles que se apegavam aos bens materiais e negligenciavam os pobres. Leia Marcos 10:17-25; Lucas 6:24-25; Lucas 12:16-20; Lucas 16:13-15, Lucas 16:19-31.

Cristo Jesus espera que seus seguidores generosamente deem aos necessitados, conforme está em Mateus 6:1-4. Jesus não só falava, mas praticava o que ensinava. Nas suas viagens, ele levava uma bolsa da qual tirava dinheiro para dar aos pobres. Isso está em João 12:5-6 e João 13:29. Jesus colocou uma exigência para poder entrar no Reino do Pai Celeste, e esse quesito é ser generoso com o próximo que passa fome e sede. Ler Mateus 25:31-46.

A igreja primitiva tinha profunda solicitude pelos necessitados. Paulo, foi um dos que, representando a igreja em Antioquia da Síria, levou a Jerusalém uma oferta aos irmãos carentes da Judéia. Isso está em Atos 11:28-30.

Em outra situação na história da igreja primitiva, para aqueles que estavam se convertendo ao cristianismo, e sabendo que a Paulo havia sido confiado o evangelho da incircuncisão, vemos que os seus líderes apenas recomendaram a Paulo, Barnabé e Tito que eles lembrassem dos pobres, e ele fiz isso com diligência, conforme ficou registrado em Gálatas 2:10.

Paulo teve como um dos objetivos da sua terceira viagem missionária, a coleta de dinheiro "para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém", conforme relatado em Romanos 15:26. Pelo fato da igreja de Corinto não contribuir, Paulo os exortou a respeito da ajuda aos pobres e necessitados na sua segunda carta aos Coríntios 8:9.

Ainda, na carta aos Romanos, o apóstolo Paulo atribui a capacidade de se contribuir com generosidade às necessidades da obra de Deus e de seu povo, como um dom do Espírito Santo. Ler Romanos 12:8 e 1 Timóteo 6:17-19.

Portanto, podemos entender que o cuidado aos pobres e necessitados deve ser de todos os irmãos em Cristo. Jesus, em Mateus 25:40,45, equiparou as dádivas dadas aos irmãos na fé como se fossem a Ele mesmo.

Lendo os versículos citados acima, é possível perceber que a igreja primitiva se importava totalmente com as pessoas, a tal ponto que os seus membros repartiam suas posses entre si, a fim de suprir as necessidades uns dos outros, segundo o texto de Atos 2:44,45 e Atos 4:34-37.

Paulo declara explicitamente qual deve ser o princípio da comunidade cristã: "Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé" (Gálatas 6:10). Deus quer que os que têm em abundância compartilhem com os que nada têm para que haja igualdade entre o seu povo. Ler 2 Coríntios 8:14,15, Efésios 4:28 e Tito 3:14.

É isso aí, fique na paz.

Escrito e publicado aqui por Éber Stevão

ÉBER COM REINHARD BONNKE NO FACE 2 FACE - ORLANDO, EUA


Foto ao lado do Missionário Reinhard Bonnke na sede da CFAN em Orlando, Flórida - EUA. Encontro Face 2 Face.


Foto almoçando com o Missionário Reinhard Bonnke na sede da CFAN em Orlando, Flórida - EUA. Encontro Face 2 Face. Tive o privilégio de ser convidado por ele mesmo, juntamente com mais 5 pessoas, para almoçarmos juntos e compartilharmos a vida de cada um.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O VÍCIO DE SE DIZER: "EU TE ABENÇÔO, MEU IRMÃO" E DEPOIS DESPEDÍ-LO DE MÃOS VAZIAS

Não é incomum ouvirmos no meio evangélico, principalmente durante os momentos de oração no rádio e na TV o termo "Eu abençôo ao meu irmão...", "Óh Deus, eu quero abençoar ao meu irmão...", "Eu te abençôo em nome de Jesus! Receba em nome de Jesus?", mas depois despede aquela pessoa de mãos vazias ou de barriga vazia. O que essas palavras de bênção realmente querem dizer?

A palavra bênção surge no hebraico e quer dizer "o amor leal de Deus e Sua bondade", expressos na palavra "chessed".

Mais tarde, no latim, benedictione, que quer dizer bendição ou bendizer, a palavra bênção recebeu uma conotação totalmente disvirtuada da original, podendo ter dado origem à forma sincrética que os evangélicos usam como citado acima. Dentro desse contexto latino-romano (inclusive impulsionado pelo catolocismo romano) crê-se que as palavras de bênçãos contribuem para a paz, alegria e saúde. Chega-se a dizer que a bênção é bem-aventurança, uma felicidade, sendo que ter uma vida abençoada é ter paz, uma família ajustada, que usufrui da direção e prosperidade de Deus. O conceito torna-se vago e confuso, transferindo a verdadeira bênção divina, para palavras ditas por homens finitos que somos.

Derivando ainda, podemos afirmar que existem duas formas distintas de bênçãos: uma material, humana, e outra espiritual, divina.

No Velho Testamento a bênção também referia-se ao bem-estar terreno, poder, a uma segurança, riqueza ou descendência. Fora o caráter material, trocado entre parentes e/ou amigos, a bênção de Deus estava expressamente condicionada à obediência aos seus mandamentos, conforme está escrito em Deuteronômio 11:26-28: "Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes."
Para Israel, o povo terreno de Deus, são prometidas bênçãos terrenas, conforme citaremos mais adiante nas bênçãos de Jacó aos seus filhos.

Vemos biblicamente, tanto no Velho quanto no Novo Testamento, que para podermos abençoar alguém, temos que ter algo para dar como bênção a essa pessoa. Pedir que Deus apenas faça a parte dEle abençoando aquela pobre alma que está buscando auxílio, é uma atitude de alívio da consciência, e não expressão de amor que Jesus nos ensina com a parábola do bom samaritano, e está longe de ser o padrão solicitado por Deus para que todos nós sigamos. Espiritualmente, só podemos repartir o que diz respeito à benção da vida eterna aos que não conhecem Jesus.

No meio evangélico dizer "eu abençôo..." virou uma espécie de palavra mágica (igual aquelas abracadabra) como que para "liberar" uma energia espiritual positiva a qual Deus tem que honrar, pois foi o "ungido" que "liberou" a bênção.

Amados, é Deus que tem bênçãos espirituais para dar aos seus. Nosso irmão Tiago disse: "Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes." (Tiago 1:17a) É "A bênção do SENHOR é que enriquece." (Provérbios 10:22)

Portanto, não há nada de mágico no uso dessa expressão. Precisamos entendê-la bem para saber como usá-lo de forma a realmente abençoar ao próximo.

Vamos ler Gênesis 33:11 "Toma, peço-te, a minha bênção, que te foi trazida; porque Deus graciosamente ma tem dado, e porque tenho de tudo. E instou com ele, até que a tomou."
Veja que essa conversa é entre dois irmãos, Jacó e Esaú. Esaú estava indo ao encontro de seu irmão Jacó depois de muitos anos que não o via. Isso datava desde o dia em que Jacó enganara a seu irmão e por isso fugira com a ajuda da mãe.

Jacó, com muito medo do seu irmão, separa tudo o que tinha em cinco grupos para dar a Esaú. Será que essa tinha sido uma maneira de agir aprendida com seu pai Isaque que aprendeu de Abraão ou ele estava apenas pensando em se safar vivo?

Abraão, que ainda se chamava Abrão, ouvira direto do próprio Deus: "e tu serás uma bênção." (Gênesis 12:2). Algumas traduções citam assim: "sê tu uma bênção".

Para que Abraão pudesse ser uma bênção a alguém ele teria que aprender a dar de si mesmo aos outros, ser generoso e confiar em Deus que tudo lhe supriria na caminhada rumo a terra que lhe estava proposta. A promessa era a vida eterna, uma benção espiritual, já nos lombos de Abraão. Que mistério maravilhoso é esse que nos foi revelado!

Alguém pode reclamar dizendo que Jacó não deu nada de si ou bens, mas apenas disse palavras de bênçãos sobre seus filhos e netos (filhos de José do Egito - seu 11o. filho) e por isso devemos fazer igual. Não, isso não é verdade. Jacó foi usado de forma poderosa por Deus naqueles últimos momentos da sua vida para predizer o futuro.

A bênção que Jacó pronunciou sobre seus filhos em Gênesis, capítulos 48 e 49, tem um caráter completamente diferente, pois foram palavras proféticas que diziam: "...anuncia-vos-ei o que vos há de acontecer nos derradeiros dias." O entendimento da forma como Deus trabalha no passado, presente e futuro é impossível ser desvendado pelo ser humano. Deus é Deus e Ele está no controle de tudo. Só a Ele cabe o entendimento de todas as coisas.

Outro exemplo do Velho Testamento foi a petição de Acsa, filha de Calebe "E ela disse: Dá-me uma bênção; pois me deste terra seca, dá-me também fontes de águas. Então lhe deu as fontes superiores e as fontes inferiores." (Josué 15:19) Calebe abençou sua filha Acsa literalmente ofertando algo para ela, dando-lhes os poços que lhe pertenciam.

A bênção para a Igreja de Jesus, o povo celestial de Deus, tem uma conotação celestial correspondente: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo" (Efésios 1:3). A bênção de Deus – "Deus conosco" – tornou-se verdade em um homem chamado Jesus Cristo. Veja que o contexto original do hebraico não muda. Assim sendo, podemos aplicar a concepção de bênção como sendo a manifestação de Deus em uma pessoa para atraí-la à comunhão com Ele.

Certamente isso implicará na verdade de que a bênção de Deus nem sempre é o que desejamos, mas aos olhos do Pai eterno trata-se do que é bom para nós. Por isso a verdade bíblica que para mim é mais do que poderosa: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8:28).

De acordo com o padrão de Cristo, abençoamos as pessoas hoje quando realmente dividimos nosso pão com o esfomeado, damos nossas roupas para os desnudos, ofertamos um copo d'água para quem tem sede. Mas muito do que isso, quando anunciamos a verdade de Jesus Cristo aos que não o conhecem, didivindo a bênção de Deus, predita em Abraão, que que hoje está sobre nós, que é a vida eterna dada gratuitamente por Cristo Jesus. Essa bênção é dEle e não nossa. Por esse motivo a Palavra afirma que "A salvação vem do SENHOR; sobre o teu povo seja a tua bênção." (Salmo 3:1).

Que a verdade da Palavra de Deus, do Seu amor, Seu cuidado, Sua bênção seja sobre você. Agora, de hoje em diante, como você empregará esse termo?

É isso aí. Fique na "bênção de Deus".

Escrito e publicado aqui por Éber Stevão

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