sexta-feira, 20 de julho de 2012

UMA CONTRADIÇÃO ÉTICO-BÍBLICO-TEOLÓGICA SOBRE O FALSO EVANGELHO DA PROSPERIDADE

        Deus na sua eterna sabedoria deixou-nos o livro de Jó para quem sabe, em uma época como esta que estamos vivendo, servir de ilustração quanto ao caráter de um verdadeiro cristão que não depende do que ele tem, de suas posses ou virtudes, mas daquilo no que ele acredita como baldrame para sua fé; a saber o alicerce que é um Deus criador de todas as coisas e que sempre está no controle de tudo, independente das circunstâncias. Ele continua sentado no trono, reinando soberano e tudo está diante dos seus olhos que varrem a terra incessantemente.

        Tem-se que o livro de Jó foi escrito para ensinar sobre o sofrimento e nos consolar em situações similares. Mas na verdade eu creio que o livro de Jó é bem mais denso, ele nos serve de molde para ensinar que aquele que crê em Deus, que crê no seu Filho Jesus Cristo, não depende de coisas externas, mas de uma profunda convicção, de uma fé intensa que é não se entrega mesmo quando tudo parece ruir ao seu redor. Não se pode esquecer das sábias palavras de NeoqJav que afirma: "A fé que é amadurecida no conhecimento e provada pela experiência é preservada no sofrimento".
        O apóstolo Pedro orientado pelo Espírito Santo escreveu: "Nisso exultais, embora no presente por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma." (I Pedro 6:9)
        Sim, foi-nos assisado que no mundo teríamos aflições, mas precisaríamos ter bom ânimo porque Cristo mesmo venceu o mundo. Assim Ele nos disse em João 16:33.
        Estamos vivendo o tempo da apostasia e como nos foi avisado biblicamente, vários falsos mestres tem surgido no meio dos evangélicos. O FALSO evangelho da prosperidade que é propalado pela Igreja Universal, Igreja Mundial e até mesmo por Silas Malafaia, uma mentira vinda do mais profundo buraco do inferno, cheia de enxofre e fumo, vai totalmente de encontro (contrário) ao que nos ensina o livro de Jó. Existem circunstâncias as quais desconhecemos, nas quais Deus permite que os seus enfrentem grandes lutas, dificuldades, perdas, tristezas, misérias por razões que só Ele sabe.
        Esses lobos transvestidos de ovelhas que promulgam pela televisão e rádio, uma vida cristã fácil, cheia de abastança, com muitos carros, várias empresas com excelentes funcionários, maravilhas e mais maravilhas, enganam e confundem as ovelhas de Jesus Cristo, tentando fazer prosélitos de suas seitas execrandas e abjetas. O pior, ainda dão um mal testemunho para o mundo do que é ser um cristão verdadeiro, o qual não se motiva em posses e sim na firme convicção da eternidade que tem em Cristo Jesus. O mundo só se achegará a Jesus Cristo quando olhar para seus seguidores e enxergar que existe amor entre eles (João 13:35) e que uma fé inabalável está encravada em seus corações, independente das alegrias ou tristezas daqui. Digo daqui porque somos forasteiros nesta terra (1 Pedro 2:11) e se tivermos que ser lançados em prisões, perseguidos (porque seremos, é bíblico e Jesus nos disse em Mateus 5 que chegará o tempo em que nisso incorreremos), odiados por todos por causa do nome de Cristo, caluniados e desprezados, mas não há problema, pois certamente não tiraremos nosso olhar do alto, com a mesma contemplação que teve Estevão durante seu apedrejamento.
        Precisamos sempre lembrar das palavras do apóstolo Paulo em II Coríntios 4:8-10 que diz assim: "De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados, ficamos perplexos, mas não desesperados, somos perseguidos mas não abandonados, abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo."
        Esses falsos profetas asseveram que sendo filhos de Deus e estando debaixo da sua mão, não passamos por problemas. Caso existam dificuldades e lutas é porque, muito provavelmente, a pessoa em questão está em pecado, ou não é dizimista ou não faz parte da igreja deles, pois alegam que o evangelho só nos prospera e nos dá tudo que pedimos e não nos tira nada. É o falso evangelho do manto profético onde o profeta berra e Deus sai correndo para atender o seu pedido porque no mundo espiritual o Criador não pode negar as leis espirituais que Ele mesmo criou. Existem dois conflitos ético-teológico-doutrinários quando se apregoa essa impudente mentira. Primeiro, então Jó, que por sinal era o homem mais correto, mais justo (de fato o mais justo que havia sobre toda a face da terra), mais próspero do oriente naquela época, estava em pecado ou não era dizimista e esse(s) foi(ram) o(s) motivo(s) pelo(s) qual(is) a vida dele se tornara em um verdadeiro inferno de uma hora para outra. É a teoria da negação da verdade bíblico-contextual-exegética. Segundo, onde está escrito na Palavra de Deus que o Evangelho de Cristo existe para nos servir e fazer nossas vontades e nossos desejos?
        Na soberana e eterna sabedoria de Deus, ele usou um homem, apenas um único exemplo nos foi suficiente para servir de molde e padrão para garantir por toda a eternidade que homens e mulheres fossem tocados pela firmeza de Jó que amou o seu Deus, de todo seu coração, toda sua alma e todo entendimento, mesmo diante de tudo o que passou.  

É isso aí.

Escrito e publicado aqui por Éber Stevão

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