O Movimento Vineyard é uma organização carismática, que resultou em um movimento para-pentecostal, também reconhecido pelos nomes: "terceira onda", "teologia do poder," e "movimento dos sinais e das maravilhas” e que chegou ao Brasil nesta última década. Esse movimento teve suas raízes no início dos anos 70. Por volta de 1974, um pastor chamado Kenn Gullikson começou a crescer com ele e acabou formando uma igreja em Beverly Hills, Califórnia - EUA. A igreja se reunia em ginásios, na praia e em lares, sendo que um terço de seus membros eram judeus. Muitos casais saíram e formaram outras igrejas. Em 1982, John Wimber e outros pastores trouxeram suas igrejas para fazer parte da Vineyard. O pastor John Wimber formou cinco igrejas e tinha como objetivo inicial formar 2.000 igrejas até o ano 2000. Até nos parece que já ouvimos essa mesma proposta por outro pastor dissedente da Igreja Assembléia de Deus! Atualmente, a Associação de Igrejas Vineyard, tem mais de 1.500 igrejas ao redor do mundo.
O objetivo declarado do movimento Vineyard foi a de combinar o melhor do pensamento evangélico com as práticas pentecostais, o que em si não é nada ruim. Porém, há certos aspectos dos ensinamentos do Movimento Vineyard que são, no mínimo, suspeitos, se é que inteiramente não bíblicos. Os membros do Movimento Vineyard dependem da "experiência com Deus" ao invés de seguir a Bíblia como o padrão de fé e prática. Aí está um grande engano e devido a isso, eles ensinam que se o que fazem “funciona” de forma pragmática, então só pode ser de Deus. Além disso, o Movimento Vineyard promove diversas práticas que têm mais em comum com o ocultismo e o movimento da Nova Era que com o cristianismo bíblico. Algumas igrejas do Movimento Vineyard são conhecidas pela "cura interior" através do contato com espíritos familiares, das leituras de aura e dos programas psicológicos.
O Movimento Vineyard tende a promover certos dons espirituais como curar, expulsar demônios e amarrar a satanás, como os dons mais desejados. É interessante perceber que em contraste a tudo isso, o imperativo de Paulo é que devemos parar de desejar os dons que são "vistosos" para aprendermos um caminho mais excelente, o caminho do amor. O amor, como Paulo explica que o amor não é sofredor, não é invejoso, não trata com leviandade e nem se ensoberbece. (Leia 1 Coríntios 13:4-11). No entanto, o Movimento Vineyard promove exatamente essas coisas, encorajando os cristãos a pensarem que são maiores do que os outros em virtude dos sinais e milagres que eles acreditam possuírem.
Os adeptos do Movimento Vineyard também praticam o chamado "evangelismo de poder", afirmando que é o evangelho apresentado ao incrédulo com (uma distorção adicional): uma demonstração da presença de Deus através dos "sinais e das maravilhas" através de curas e outros milagres. Pregar o evangelho é uma coisa, os milagres, disse Jesus, certamente seguiriam aqueles que cressem, porém não se pode distorcer o texto bíblico.
A meta inicial do Movimento Vineyard, para combinar a teologia evangélica sólida com expressões pentecostais do Espírito Santo certamente era admirável. No entanto, essa não é a direção que o Movimento Vineyard, na sua maior parte, tem seguido. O Movimento Vineyard cada vez mais enfatiza os dons milagrosos do Espírito e não enfatiza a necessidade de usar os dons do Espírito, assim como a Bíblia nos instrui. O Movimento Vineyard no seu objetivo de "permitir que o Espírito se mova de formas que não esperamos", tem consentido que doutrinas estranhas e falsas práticas se infiltrem nos seus escalões, coisas que o Espírito Santo de Deus se opõe diametralmente.
Contudo, por enquanto, o Movimento Vineyard não deve ser considerado uma seita. Pelo contrário, o Movimento Vineyard é um exemplo do que acontece quando os seguidores de Cristo têm bons motivos, mas falta o compromisso de subjulgar todas as coisas debaixo da esclarecedora e iluminadora Palavra de Deus.
Publicado aqui por Éber Stevão

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