segunda-feira, 11 de maio de 2009

LEI OU GRAÇA?

É com estranheza que acompanho aqueles que têm criticado o fato do dízimo ser contraposto por fazer parte de uma época da Lei e não da Graça.

Eu só me reconheço em uma Igreja cujo dono é o Senhor Jesus Cristo, cujo mover e controle está nas mãos do Espírito Santo de Deus, que toca os corações com amor e graça para contribuírem com alegria o que tiverem proposto em seus corações. Ao passo que os pastores que defendem ardentemente o dízimo – grudam nessa ordenança Mosaica porque amam mais ao dinheiro do que a Jesus Cristo e não conseguem viver por fé - querem o controle para si da Igreja; querem pedir dinheiro para satisfazer seus desejos de comandarem a Igreja de Cristo, por onde ela deve ir; dominam as pessoas com opressão e coação afirmando que se o dízimo não for dado, o devorador atacará seus bens. Que evangelho é esse? Que graça de Jesus Cristo miserável é essa que se têm pregado?

Teremos que parafrasear o apóstolo Paulo, citando Gálatas 3:1 novamente: “Ó insensatos Brasileiros, quem vos enfeitiçou!” Que Jesus tenha misericórdia dessa Igreja apóstata, Igreja estrutural CNPJ que nada tem a ver com a Noiva de Cristo que é composta por todos os salvos pela misericórdia de Deus Pai, revelada em Cristo Jesus. Se os pastores acham que é justo dar o dízimo, eu penso diferente. Acredito como Paulo: “Não faço nula a graça de Deus; porque, se a justiça vem mediante a lei, logo Cristo morreu em vão. Sendo assim, que todo o homem seja mentira e que Cristo Jesus seja verdadeiro, pois Ele é Deus encarnado. Todo o homem que afirma que Jesus Cristo é Deus, é verdadeiro também, pois fala a verdade. Isso para se opor aqueles que possam levantar o que esse contexto é humano e por isso é também mentiroso.

Já observei que toda vez que quando argumento contra o dízimo uso a própria Bíblia e o evangelho da graça para fazê-lo, mas tenho recebido oposições com argumentos humanos, simplistas e, quando apoiados na Palavra, distorcem totalmente o texto, tirando-o fora do contexto, para usá-lo como pretexto do que acreditam.

Tenho ouvido os mais absurdos argumentos de pastores, pregando dentro da Igreja. Um deles foi o do dízimo que não deveria ser 10%, mas de 20%, apoiando sua argumentação no 1/5 proposto por José do Egito, para os egípcios, quando comprou a terra toda para o faraó. Veja Gênesis 47:24-26. O pior, foi a incoerência em dizer que o faraó representava, naquele contexto, Deus, e José, Jesus, sendo que minutos depois, pregando sobre Moisés, afirmou que até mesmo nos dias de hoje há faraós – demônios – que continuam mandando matar crianças para não servirem a Deus. Derivando sobre o assunto anterior, quer dizer que se faraó representava Deus, então Jesus enriqueceu a Deus? Que visão distorcida! O contexto não se aplica ao dízimo e o argumento é errado e fraco. Isso apenas confunde o povo e em nada ajuda na pregação do evangelho da graça.

Para as ovelhas até pode parecer mais fácil apenas dar o dízimo e ficar livre da responsabilidade de ter que pregar a Cristo e deixar isso para os “profissionais” do ramo, que são os pastores. Mas essa visão não é bíblica, pois todos somos chamados no “ide de Cristo” encontrado em Mateus 28:19-20. Ninguém pode se eximir dessa responsabilidade. Devemos usar nosso tempo, nosso dinheiro, nossos recursos em geral e, por fim, toda nossa vida, para servir a Cristo, se é que o amamos. Portanto, não seja simplista querendo dar o dízimo com essa desculpa. Jesus nos manda ensinar a guardar tudo aquilo que Ele mandou e em nenhum momento da vida de Jesus e nos evangelhos encontro qualquer texto onde Jesus mande aqueles que estão andando com ele, e por terem o aceitado como Senhor e Salvador, que dêem o dízimo.

Já ouvi também um pobríssimo argumento de que o dízimo é bíblico e por isso temos que obedecê-lo e respeitá-lo! Grande novidade e quanta besteira, pois guardar o sábado, circuncidar-se, apedrejar uma mulher por adultério (só mulher comete adultério, homem não!), guardar o sábado e levar um carneiro para o sacrifício para expiar os pecados também é bíblico e nem por isso iremos fazê-lo. Para quem tem o mínimo de entendimento, não se faz necessário se estender nesse argumento apresentado por religiosos e legalistas. Além disso, existem 5 dízimos citados na Bíblia, que são: 1 – O dízimo de Abraão citado em Gênesis 14:17-20, 2 – O dízimo do rei citado em 1 Samuel 8:11-17, 3 – O dízimo dos levitas, citado em Números 18:21-24, 4 – O dízimo das festas citado em Deuteronômio 14:22-27 e 5 – O dízimo dos pobres, citado em Deuteronômio 14:28-29. Caso o crente em Jesus Cristo queira praticar o dízimo, mas não pratica nenhum dos ciatdos acima, logo, pratica um dízimo que não é bíblico.

Seguir rituais serve apenas para inflar o próprio orgulho humano de que se está agradando a Deus com gestos e atos humanos. Servem para criar divisão na igreja para mostrar que um é mais santo do que o outro porque segue certinho a Lei. Ora, Todo o Velho Testamento era o aio (Gálatas 3:23-23) que só nos serviu para mostrar que o homem não consegue – de forma alguma - satisfazer o padrão estabelecido por Deus. Esse padrão é muito alto! E por isso Ele mesmo, o próprio Deus, nos deu o seu Filho, para satisfazer seu molde, a fim de remir os seres humanos, caídos e distantes de Deus.

Dou graças a Deus pela vida do apóstolo Paulo, pois se Deus, na sua eterna sabedoria, não tivesse nos presenteado como esse irmão querido, os crentes em Jesus Cristo, enxertos da Nova Aliança, ainda estariam usando quipá – para demonstrar devoção a Deus-, circuncidando os meninos ao oitavo dia de vida e comemorando a festa dos tabernáculos. Apesar de que algumas comunidades evangélicas insistem em alguns desses rituais judaizantes!

- “Mas devemos fazer alguma coisa para demonstrar que nós amamos a Deus e o servimos”, dizem alguns!
- “Quero demonstrar a Deus que eu o amo, dando o meu dízimo!” Se é essa a sua preocupação, meu irmão, minha irmã, deixa que eu cite algo para você. A maioria dos seguidores de Jesus na sinagoga queria saber como agradar a Deus. Não porque o temessem ou o amassem, mas porque divindades felizes abençoam as pessoas, e deuses irados fazem coisas terríveis. Esses seguidores assim perguntaram a Jesus: “O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus requer? (João 6:28). Curiosamente, veja a resposta de Jesus: “A obra de Deus é esta: crer naquele que ele enviou”. (João 6:29).

A Igreja de Jesus Cristo precisa ler e meditar mais em Gálatas e Hebreus e suplicar ao Espírito Santo para que Ele, Deus que é, revele a sua Palavra em seus corações.

Escrito e publicado por Éber Stevão

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