quarta-feira, 10 de julho de 2013

ORIGEM DO ABUSO POR PRATE DOS LÍDERES EVANGÉLICOS E CATÓLICOS


"Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo." Colossenses 2:8
Sempre pensei como é que os evangélicos conseguem venerar e constantemente cair em tantas armadilhas de líderes e pastores que seguidamente surgem nos jornais estarem envolvidos em fraudes, falcatruas, formação de quadrilha (não aquela de festa junina), pilantragem, lavagem de dinheiro, uso indevido de dízimos e ofertas dos fieis, etc. Apesar dos líderes católicos estarem enfiados nas mesmas condições, vou falar apenas dos evangélicos.

Veja o absurdo que chega essa coisa de honrar pastor/líder. Encontrei este site http://igrejas.noivadecristo.com.br/shownoticia.asp?id=1620. Lá o sujeito usa o texto bíblico de Paulo "Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse..." Filipenses 2:29, totalmente descontextualizado para defender sua opinião. Em síntese cita três condições para a honra a pastores/líderes: 1) Eles pagam um alto preço; 2) Se honrarmos abrimos um caminho de bênçãos e prosperidade na nossa vida; 3) Abençoá-lo (líder) com bens materiais.
O pior, o texto naquele site começa assim: "INTRODUÇÃO: Um dos princípios estabelecidos na palavra de Deus e resgatados pela visão celular é o princípio da cobertura espiritual." Esse é o ensinamento da Igreja Apostólica em Células de SP.
Onde está esse princípio na Bíblia mesmo? Só se fugi da escola dominical e não me lembro!
Nem sabe o escritor que o princípio de cobertura espiritual não tem nada de bíblico. É uma doutrina humana e não-bíblica. Se possível assim dizer, nefasta. Essa baboseira começou com Cipriano de Cartago, datando no século segundo, aproximadamente entre 240 e 250 d.C. Esse sujeitinho Cipriano ensinava que o bispo não tinha superior a não ser Deus e que ele era o único que prestava contas a Deus. Qualquer que se separasse do bispo separava-se do próprio Deus. Então, ensinou que uma porção do rebanho do Senhor era designada para cada bispo individualmente que dava a "cobertura".
Então, que princípio bíblico essa igreja acima resgatou mesmo? Não soa para você como manipulação? De forma velada não lhe "condiciona" a ser submisso ao querer do líder?
A Bíblia nada fala sobre pastores quanto mais serem melhores ou mais honrados do que qualquer um no meio cristão. Jesus mesmo disse que não era para chamar ninguém de Senhor ou pastor, porque só Ele o é.
Percebe como é fácil fugir da Bíblia e do que ela ensina? Que pena, a mente do pobre homem que escreveu o texto no site citado sofreu uma lavagem, pena que não foi uma lavagem pelo sangue do Cordeiro!
FUJA desses!!!!   
Lendo o livro Cristianismo Pagão, consegui entender a origem desse mal que assola senão 100%, quase a totalidade das igrejas e comunidades evangélicas.
George Barna escreveu assim no seu livro Cristianismo Pagão: "Mas como o pastor poderia viver em pura santidade? Como ele poderia ser digno de servir no 'coro dos anjos'? A resposta é a ordenação (consagração). Pela ordenação, o rio da graça divina corre em direção ao pastor, fazendo dele um vaso perfeito para o uso de Deus. Esta ideia, também conhecida como 'concessão sacerdotal' apareceu pela primeira vez nos escritos de Gregório de Nissa (330-395).
Gregório argumentou que a ordenação faz com que o sacerdote seja 'invisivelmente mas efetivamente um homem melhor e diferente', elevando-o bem acima dos leigos. 'O mesmo poder da palavra', escreve Gregório, 'faz do sacerdote um venerado e honrado, separado... Enquanto ontem mesmo ele era apenas mais um na massa, um do povo, ele é repentinamente elevado a guia, presidente, professor da retidão, um instrutor dos mistérios escondidos'.
Vejam as palavras de um documento do século quarto: 'O bispo, ele é um ministro da Palavra, o guardador do conhecimento, o mediador entre Deus e você nas variadas partes da adoração Divina.... Ele é o regente e governador.... Ele está ao lado de Deus como seu deus terreno, que tem todo o direito de ser honrado por você.' Os sacerdotes acabaram sendo identificados como os 'vicários de Deus na terra'.
Para ainda mostrar a distinção dos sacerdotes das outras pessoas, ambos o estilo de vida e vestimenta eram diferentes das pessoas leigas. Infelizmente, esse conceito de ordenação nunca deixou a fé cristã. Ele está vivo e muito bem na cristandade contemporânea. De fato, se você estiver imaginando como e porque o pastor dos dias atuais veio a se tornar exaltado como o 'homem santo de Deus', essas são as raízes.
Na prática contemporânea da ordenação cria uma casta especial de cristãos. Seja o pároco no Catolicismo ou o pastor no Protestantismo, o resultado é o mesmo: o ministério mais importante é restrito para poucos crentes 'especiais'.
Tal ideia é tão danosa quanto não bíblica. Em lugar nenhum do Novo Testamento limita a pregação, o batismo ou a distribuição da Santa Ceia somente aos 'ordenados'. O eminente escolar James D. G. Dunn coloca da melhor forma quando ele diz que a tradição clero-leigos tem feito mais para minar a autoridade do Novo Testamento do que qualquer outra heresia.
Uma vez que a direção da igreja só poderia ser obtida com o ritual de ordenação pastoral, o poder de ordenar tornou-se um assunto crucial na sustentação da autoridade religiosa. O contexto bíblico foi perdido. E métodos apelativos aos textos bíblicos foram usados para justificar a hierarquia clero/leigo. Talvez o melhor exemplo que se conhece do uso dos primeiros católicos está em Mateus 16 para justificar a criação do sistema papal e a doutrina da sucessão apostólica. O resultado: crentes ordinários, geralmente não estudados e ignorantes, ficaram à mercê do clero profissional."
Onde há poder, sempre há corrupção. Só mesmo no reino de Cristo Jesus não há abusos e nem corrupção alguma, porque só Ele é santo. O restante, todos mortais e feitos da mesma matéria, a saber barro, e nada mais.
É isso aí.
Escrito e publicado aqui por Éber Stevão  
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário