sexta-feira, 18 de junho de 2010

A GRAÇA FUTURA E A VIDA DE AMOR

Segue abaixo um texto escrito pelo Pr. John Piper no seu livro Graça Futura que achei muito interessante.

"Mas o ato de suportar não é a melhor descrição da vida cristã. Consiste em uma parte dela. O caminho que conduz à vida é um caminho de amor, não só de perseverança - amor por outras pessoas. Essa também é uma questão de urgência tremenda visto que Jesus disse: 'Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros' (João 13:35). E João disse: 'Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos' (I João 3:14). Podemos até não atingir a perfeição nesta vida, mas precisamos mudar a direção. O caminho conducente à vida é o caminho do amor.

Então como devemos viver a vida de amor - amor por pessoas que não conhecemos, e até pelos inimigos? Há uma ilustração da vida real que responde a essa pergunta. Paulo tinha atravessado a Macedônia implantando igrejas em Filipos, Tessalônica e Bereia. No processo, ele também ensinava as novas igrejas a cuidar dos pobres - a amá-los. Parte do plano foi fazer as igrejas contribuírem com os cristãos pobres da igreja-mãe de Jerusalém. O que aconteceu foi tão surpreendente e espantoso que ele o usou como exemplo quando escreveu à igreja de Corinto para inspirá-la a contribuir como as igrejas macedônias o tinham feito. Aqui está o que ele escreveu. Observe o poder da graça futura.

'Agora, irmãos, queremos que vocês tomem conhecimento da graça que Deus concedeu às igrejas da Macedônia. No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade. Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos ( II Coríntios 8:1-4).'

Essa reação dos macedônios tirou o fôlego de Paulo. O que torna isso tão espetacular é que a pobreza deles não foi eliminada quando se tornaram cristãos: a pobreza transbordou em generosidade (v.2). Aliás, parece que a conversão ao crsitianismo não lhes facilitou a vida, antes ela se tornou mais difícil: a generosidade deles transbordou da mais severa tribulação (v.2). Mesmo assim, houve riqueza de generosidade (v.2). Eles deram 'até além do que podiam' (v.3). Contruibuíram 'por iniciativa própria' (v.3). E eles até suplicaram o 'privilégio' de participar da assistência aos santos' (v.4). A palavra traduzida por 'privilégio' nessa frase é 'graça'."

O quão diferente foi essa vivência da igreja primitiva com a pregação insistente do evangelho da prosperidade que a Igreja Universal diariamente ressalta na rádio? É alarmante perceber que os pastores dessa igreja parecem apenas pregar, e colocam uma grande ênfase nisso, que aqueles que aceitam a Jesus Cristo e são dizimistas tem que ter uma vida abundante, cheia de bens materiais, riquezas deste mundo, e até mesmo incitam as pessoas a buscarem a prosperidade, como se isso fosse bíblico. O problema é que eles esquecem de pregar da forma que Jesus Cristo alertou: "E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem." (Mateus 7:14)

Paulo nos mostrou claramente que os "crentes em Jesus" que viviam em Jerusalém passavam dicifuldades; que os "crentes em Jesus" que viviam na Macedônia também viviam com poucas posses, mas apesar disso, desdobraram-se para mostrar que a vida não consiste na riqueza de bens e sim na generosidade que brota de um coração realmente convertido a Jesus, de pessoas que não colocam seus olhos, seus planos, seus anseios nessa terra que um dia passará.

Fique firme, meu irmão, minha irmã; você que luta até mesmo com dificuldades financeiras, embora seja um trabalhador, uma trabalhadora honesta. O Senhor irá lhes recompensar, senão aqui, no outro lado da vida. Um pouquinho mais e logo todos lá estaremos. Não se deixe vencer pelas palavras macias e enganadores daqueles que não são pastores, mas sim lobos forazes. Não olhe o aqui, olhe para o alto de onde vem a nossa Salvação eterna.

É isso aí.

Escrito e publicado por Éber Stevão

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