terça-feira, 9 de junho de 2009

O CHAMADO DE ISAÍAS É IGUAL AO “IDE” DE CRISTO PARA NÓS

Texto: "Depois ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim". (Isaías 6:8)

No primeiro versículo do capítulo 6 do livro de Isaías, lemos que o rei Uzias havia morrido e o profeta teve uma visão de Deus, da Sua glória e majestade, que o deixou assombrado. Parece que assim também é conosco, precisamos que Deus nos tire algo precioso, nos subtraia de algo que está impedindo para o vermos na Sua plenitude. Como está escrito em Ezequiel 24:16 “...tirarei as delícias dos teus olhos...”.

O profeta Isaías, quando percebe que está na presença de Deus, sente-se um homem de lábios impuros e que está vivendo com um povo de lábios que não confessam os seus pecados, tampouco glorificam a Deus (ver Isaías 6:5). Mas um serafim trouxe uma brasa viva que estava no altar de Deus e com esse fogo ardente, tirou a iniquidade que estava em Isaías (ver Isaías 6:6). Esse é o fogo do Espírito de Cristo do qual o profeta João Batista falou que seríamos batizados poderosamente nele: “mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.” (Mateus 3:11b)

Quando nos achegamos a Deus, através do sangue derramado na cruz do calvário do Senhor Jesus, que nos purifica de todo o pecado (ver Mateus 26:28, Colossenses 1:14 e I João 1:7), e essa é a Graça maravilhosa do Pai Celestial para nós, percebemos quem realmente somos. Note que Isaías é dirigido a confessar o seu pecado e só então, torna-se limpo.

No livro do Salmista, Davi orando a Deus diz que "...da Sua boca saiu fogo que consumia; carvões se acenderam dEle." (Salmo 18:8b). A santidade de Deus é um fogo consumidor e precisamos ser passados por esse fogo purificador.

Estando na presença de Deus, Isaías sente o cogente chamado do Senhor e se coloca à disposição, como servo, voluntariando-se a ir aonde fosse enviado. Que desprendimento!

Deus quer de nós essa mesma disposição que houve em Isaías, principalmente agora nesses dias, pois vivenciamos dias maus e precisamos discernir os tempos em que vivemos; são tempos do fim; tempos que Jesus mesmo chamou de "final dos tempos".


Como Deus não muda e nele “não há mudança nem sombra de variação” (Tiago 1:17), o mesmo chamado de Isaías é o “ide” feito pelo Filho a todos nós em Mateus 28:19. Os campos estão brancos para a ceifa, disse Jesus em João 4:35 e Mateus 13:39, e Ele nos pede para levantarmos os olhos para as terras.

Quero que seja tocado pelo do "ide" do Mestre da Galiléia, o nosso Senhor Jesus, o Deus vivo que pergunta ainda hoje "quem irá por Mim levar a Minha palavra e a Minha salvação aos povos?"

Desejo do fundo do meu coração, que você se disponha a ir; que seja um servo, uma serva. O servo habitualmente se importa com os sentimentos dos outros ao invés de se concentrar nos seus próprios. Também, nesse sentido, os interesses e desejos de Deus devem vir antes das necessidades e vontades nossas. É um chamado para morrer para si mesmo e viver para Ele. Não é fácil nem simples, mas se estivermos focados nEle, os nossos olhos serão abertos para aqueles a quem Deus quer nos enviar para servir.

Quando estiver resoluto, como foi Isaías, resolvendo a questão e aceitando o fato de que em Cristo você não têm direitos, desse momento em diante você está livre de carregar a responsabilidade para o seu futuro. Sua vida não é mais sua; ela está nas mãos do seu Senhor. E a coisa boa a saber é que Deus pode cuidar do seu futuro melhor do que você jamais poderá. Portanto, não tenha medo de se candidatar a ir, perto ou longe, ao vizinho (Jerusalém) ou aos povos da terra (Judéia), às nações (Samaria), às tribos desse mundo. O Senhor estará consigo, Ele mesmo lhe acompanhará. Confie nEle, Ele não falha e nunca falhará.

Oro para que esta palavra toque o seu coração e você seja abençoado.

Escrito e publicado aqui por Éber Stevão

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