sexta-feira, 19 de junho de 2009

ADMOESTAÇÃO AOS PASTORES E AS OVELHAS - AINDA É TEMPO

Paulo diz em I Coríntios 3:9 “Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.”

O apóstolo Paulo nesse texto está afirmando que eu e você somos colaboradores na obra de Deus. Assim sendo, nós somos aqueles que vão para o campo que Jesus mencionou em Mateus 13:38. Eu e você somos chamados para ir ao campo, a este mundo afora, para representar a Cristo que morreu por todos os homens. Somos admoestados a ensinar sobre o pecado e o juízo vindouro, mas o Cristo, por nós pregado, é a infinita Graça de Deus Pai.

Pense os tipos de pessoas que se dirigem para o campo. Vou dizer daquilo que eu tenho visto na Igreja Professante de Jesus Cristo. Temos tido um tipo de pessoa que para ele tudo é uma questão de estratégias. Na verdade, esse tipo de pessoa é aquela que vive de ou somente para lançar movimentos na igreja.

Há também um tipo de pessoa que vai para o campo onde tem muitas árvores (pessoas) e o seu único interesse é cortar as toras, empilhar e ficar contando quantas árvores cortou e quantas ajuntou. Tudo para ela é “Quantas pessoas tem na sua comunidade? Na minha igreja tem ...”.

Ainda, há outro tipo de pessoa que vai para o campo e se preocupa em somente levar as toras para a serraria, cortar em tábuas e fazer escadas e assim subir. Tenho observado que esses são líderes evangélicos - os cognomino de lobos vorazes - que têm usado o seu ministério - sumariamente o Reino de Deus - para galgar posições a fim de obter uma reputação de “pastor bem sucedido”. A partir daí eles começam a pensar: “Acho que posso desenvolver outra estratégia que nenhuma igreja tem” ou “Eu posso fazer algo que ninguém jamais pensou no meio evangélico”. E satanás fica por trás do muro dizendo: “Isso mesmo, vai que você vai ser o primeiro a criar uma nova doutrina para a Igreja de Cristo e isso vai lhe render muita fama, poder e, obviamente, dinheiro”.

É uma das mais terríveis armadilhas para esses líderes evangélicos, pois começam a sentir o desejo de serem adorados ou idolatrados entre os homens. Satanás, aos pouquinhos, vai os convencendo de que eles são bons mesmos, de que Deus os está usando de uma forma tão poderosa que “não tem para ninguém”, de que as outras igrejas são “tudo palha”, de que os milagres que estão acontecendo são efetivamente por causa da santidade deles, etc. O incrível é que eles passam a acreditar nessas mentiras diabólicas.

Em muito pouco tempo, esses líderes começam a requerer para si o louvor do que tem acontecido no meio da igreja/comunidade. Mas eles precisam lembrar-se de uma palavra de ALERTA que está escrita em Isaías 42:8, onde Deus afirma claramente que Ele NÃO dividirá Sua glória com ninguém, absolutamente.

Analisando muita coisa que tem acontecido no meio evangélico, reparei que quando esses três tipos de pessoas se juntam na forma de um “colegiado pastoral”, tudo é acerca de estratégia, números e o (nosso) formato que podemos dar às pessoas. Surge a absurda frase: “Você pode fazer o que quiser e ir aonde desejar com o seu ministério, usando seus liderados e eles subjugando as ovelhas”. Tristemente tive que ouvir isso de um pastor em um congresso de líderes, promovido por uma comunidade aqui em Curitiba.

É interessante notar que toda nova igreja e/ou comunidade evangélica, começa bem, mas dentro de pouco tempo, a liderança começa a se desviar do Evangelho simples e acaba totalmente distante do Senhor Jesus, levando consigo uma multidão de pessoas que amam idolatrar os homens. E é só por isso que eles se perpetuam minando o meio evangélico, fazendo o que fazem, enganando a quem enganam. Do contrário, não teriam “ovelhas”.

Para aqueles que já foram machucados por esses três tipos de “pastores”, deixa eu lhe confortar com essas palavras de Jesus Cristo: “Vem porventura a candeia para se meter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? não vem antes para se colocar no velador? Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto. Se alguém tem ouvidos de ouvir, ouça.” (Marcos 4:21-23, ênfase minha)

Não se preocupe, tudo virá à tona, porque Deus zela pelo Seu nome e pela Sua Igreja, pois Ele mesmo diz: “...e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mateus 16:18b) Jesus mesmo é a Pedra Angular e Ele a está edificando. Lembre-se sempre, esses "pastores" são apóstatas, pois conhecem a Verdade e não a praticam e já foram julgados.
Meu amado, minha amada, não desista da fé que foi gerada em você pelo Espírito Santo de Deus no dia em que você aceitou a Cristo como seu Salvador e o fez Senhor de todo o seu ser. O diabo quer roubá-la, mas hoje o Senhor Jesus Cristo quer lhe edificar. Amém

Agora, se você é um líder, pastor, obreiro, evangelista, diácono, ou tem outro cargo na Igreja Professante de Cristo, e se vai para o campo, que é o mundo, para fazer a obra de Deus - que é efetivamente pregar o Evangelho de Cristo, tão somente - creio que um grande conselho para você é que após cada dia de trabalho na seara, tente encontrar um monte de feno e se esconda debaixo dele.
Não busque reconhecimento dentre os homens para ser glorificado, pois isso vai lhe levar ao fracasso total e por fim à morte eterna. Ao contrário, levante-se debaixo desse monte de feno, a cada dia, pregue o Evangelho com os dons que Deus tem lhe dado, tendo a certeza, bem clara no seu coração, que você é um vaso frágil.

Tenha, a cada dia, a profunda convicção de que você, em absoluto - e essa é a mais pura verdade - não está acima de ninguém para quem está pregando. Você é formado e composto da mesma fragilidade e está sujeito as mesmas lutas que todos os homens. Que você necessita de livramento assim como qualquer outra pessoa, salva ou não, para a qual está pregando.

Tenha a clara persuasão de que se Deus tirar a mão dEle da sua vida, você não é em nada diferente do mais miserável dos homens, pois é pela graça que você é o que é e está onde está.

Medite nessas palavras. Ore sobre isso e que Deus traga paz ao seu coração.

É isso aí.

Escrito e publicado aqui por Éber Stevão

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